visitante(s) soprando palavras ao vento




30.6.03

Assim

Se fostes pra mim
Algo assim, sem fim
Te seria sim
Como um jardim



Se no teu dia-dia
Pensastes em mim, assim
Como penso no teu sim
Viver não seria triste
Assim



Se não te fostes
Todo dia, de mim
Talvez eu não fosse
Tão assim...
poeta e ruim.



Antonio Esperança




Fui assistir "O Homem que Copiava" de Jorge Furtado. Queria então convidar todos a assistir. Um belo filme, simples e marcante. A gente sai diferente do cinema, eu garanto.



Esperança

soprou estas palavras ao vento às 12:04 PM
 

Lugar-comum



As palavras conhecidas formam frases-feitas que lemos nas placas indicando

Os caminhos percorridos nos levando aos lugares que freqüentamos, lugares comuns onde encontramos

As mesmas pessoas familiares, aquelas que se reúnem para as mesmas conversas de sempre - amigos, parentes - que assistem juntos

O programa da televisão, que é uma reprise, um déjà -vu sintético, como uma fita rebobinada voltando a rodar

Tudo me lembra de que devo me recordar
tudo me recorda do que devo lembrar.

Portanto, invejo aqueles que têm memória fotográfica, porque trazem as lembranças vívidas consigo.

Mas invejo mais os amnésicos, que esquecem as dores passadas.

Enquanto vago pela cidade visito o museu - onde se guarda as memórias dos objetos que não são mais usados

E vou ao cemitério - aonde vão as pessoas que as pessoas acham que não vivem mais.

Porque sei que recordar é viver, e está vivo quem é lembrado.

Entro num trem, mas não me lembro do caminho de casa. Não importa: todos os caminhos levam ao mesmo lugar quando não se tem lugar aonde ir.Sou de lugar nenhum, não vou para lugar algum, ou para algum lugar que não sei precisar: lugar-comum.

Desço numa estação qualquer (qualquer estação é inverno quando se está triste).Alguém me cumprimenta. Eu não me recordo quem é, portanto esta pessoa, para mim, está morta. Há um cemitério na minha memória e nem todos os túmulos merecem flores.

Tropeço numa pedra do passado : e ainda há os que acham que a mente só guarda memórias. Os sentimentos são as memórias do coração, as cicatrizes são as memórias do corpo, as marcas são as memórias dos objetos.

O livro em minhas mãos está marcado: "não se esquecer de lembrar: o paradoxo do remédio para a memória é: como se lembrar de tomá-lo?". Palavras repetidas, repetitivas,lugar-comum não leva a lugar nenhum.

Então eu me lembro: a pedra em que tropecei, fui eu mesmo que joguei.
Então eu me lembro do que fui: metade papai, metade mamãe.
Então eu me lembro onde moro:no trem da vida, uma morada transitória entre uma estação e outra(tudo nasce na primavera e tudo morre no inverno)
Então eu me lembro de onde vim: da maternidade. E para onde vou: para o cemitério, como todos nós.

Leia-me também no meu blog Areias ao Vento

Gregory Grimaud soprou estas palavras ao vento às 5:11 AM
 


28.6.03

Perseguirei



Podem me atirar ao chão ou contra a parede, podem me deixar sozinho a ponto do som dos meus próprios pensamentos me ensurdecer. Podem me perseguir e perturbar até que eu não seja mais capaz de ouvir os meus próprios pensamentos.
Podem tentar e falhar milhares de vezes, mas ninguém vai me desviar do caminho por onde ando sozinho.
Perseguirei Deus sozinho como quem persegue a própria sombra com a certeza de que nunca conseguirá tocá-la. Perseguirei Deus pelos labirintos escuros da vida pois é nas trevas que se vê melhor a luz. Perseguirei Deus em meus sonhos e pesadelos. Perseguirei Deus na dor lancinante e no prazer agonizante.
Procurarei Deus nas palavras escritas- porque dizem que ele escreve certo por linhas tortas. Lerei jornais esvoaçando pelas ruas, livros amarelados, gibis rasgados e pichações nas portas de banheiros imundos. Lerei até os meus olhos não mais suportarem.
Procurarei Deus nos pobres e humildes, nos doentes e vagabundos, nos pecadores e nas crianças- pois dizem que é deles o reino dos Céus.
Perseguirei Deus embaixo de troncos e pedras de sua criação- e não em templos criados pelos homens.
Procurarei Deus nos mitos lendas e boatos porque dizem que a voz do povo é a voz de Deus.
Perseguirei Deus nas desgraças e derramamento de sangue pois são atrocidades cometidas pelos que se perderam de Deus.
Andarei sozinho pelos caminhos e não lamentarei separações pois cada adeus significa aproximar-se de Deus.
Chorarei minhas lágrimas em silêncio e recolhimento pois este é o caminho mais curto nas estradas que levam a Deus.
Podem me trair e atraiçoar, me encher de elogios ou me esvaziar de esperança.
Procurarei Deus entre os desempregados do meu país, pois dizem que ele é brasileiro e, se for, estará desempregado.
Procurarei o Rei entre os políticos e ricos, na mentira e na corrupção.
Perseguirei Deus nos espelhos pois fomos feitos à sua imagem e semelhança.
Procurarei Deus nos olhares não tão inocentes das crianças, e nas ancas indecentes das moças.
Procurarei Deus no ser e no ter, dentro e fora de mim, e dentro de você.
Procurarei Deus na água na terra no fogo e no ar. Em qualquer lugar, mesmo que seja em nenhum lugar. Procurarei até não encontrar.
Podem vir a loucura ou a alienação, nada me desviará.
Gritarei aos quatro ventos que zunem nos quatro cantos que a minha fé é inabalável. Podem tirar o chão sob mim ou fazer o céu desabar sobre mim . Eu continuarei a procurar.



E você, quando começará?

Gregory Grimaud soprou estas palavras ao vento às 6:09 PM
 


27.6.03

Poema do Templo de Shaolin

"Para trilhar o caminho do real Kung-fu,
primeiro deves encontrar um sólido cavalo.
Seus olhos devem ver tudo em toda direção
e treine suas mãos para a sua proteção.
Antes de fazer qualquer coisa,
faça de puro coração.
Suas mãos devem ser suaves como o algodão,
e duras como o aço.
Cinco portas para o corpo você tem que sentir.
Faça de sua defesa, um ataque para o seu adversário.
Ataque os oito caminhos e evite a morte,
defenda os oito caminhos e evite a morte.
A pratica desenvolverá e conservará sua perícia,
como duas serpentes num combate sem fim.
Só assim você encontrará a satisfação de Buda."
(Monges de Shaolin)

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 1:27 PM
 


23.6.03

A Torta de Maçã

Quem fez o que faz e quem faz a torta de maçã e a própria maçã?
Ora, nossas mães. E a mãe de nossas mães também?
Pois diria Carl Sagan, " Se você quiser fazer uma torta de maçã a partir do nada, você precisará antes
Inventar o Universo
."
De que falo então? Quem são essas "nossas mães"?
A noite, erga vosso semblante para a expansão sem nuvens e as verás.
Ah, belas estrelas das quais obviamente vos falo.
Fênix mortais e trazedoras da vida, e da
Evolução biológica em seus ventos que chamamos
Raios Cósmicos.
Para mim consiste em verdade, que
Nós e a torta de maçã,
Somos poeira estelar.
A diferença consiste, em que a torta
Não
tomou seu Destino nas próprias "mãos".


*Nota: Átomos são criados no interior das estrelas. O elementos mais pesados ( em massa atômica ) que o ferro, são fundidos em explosões titânicas que podem superar o brilho de todas as outras estrelas da galáxia; essa explosões se chamam super-novas.

*Nota2: Maiores Informações no livro Cosmos de Carl Sagan, Francisco Alves Editora.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 12:54 PM
 

"Não sabemos como a realidade é em si mesma e só temos acesso ao real filtrado por nossa realidade psíquica."

Carl G. Jung

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 10:49 AM
 

Muito Engraçado

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 10:23 AM
 


18.6.03

Da Independência de Nós.

A razão entre o comprimento de uma circunferência e seu diâmetro em nosso universo será sempre pi, independente que haja uma consciência para saber disso ou não. Neste sentido nossa existência não é necessária, porém ela se faz necessária para que se ache uma barra de chocolate gostosa, embora isso não seja tão absoluto quanto pi. Ah, ia me esquecendo. A soma dos ângulos externos de um triângulo, só perfaz quatro quadrantes ( isto é 360º ) num espaço plano, mas isso também não depende de nós.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 1:12 PM
 

torpor

procurei descobrir o rumo
que a rosa dos ventos soprou
mas o seu hálito quente engana
e a suavidade da voz profana
causando a palidez e o torpor
por um instante eterno estou perdido
confuso pelo sinal alienante
teus dedos apontam o infinito
e eu não tenho as asas
e eu não vejo a casa etérea que apontas
contenho a custo então meus gritos
e sigo em outra direção
ao tom cruel dos teus gemidos
ao som pueril dos meus balidos
e ao preço inevitável desta lágrima que cai

tarciso soprou estas palavras ao vento às 11:43 AM
 

Como Funciona Um Computador ou A Afobada Vida de um Processador

Otima a animação abaixo, para quem tem crianças não esqueçam de chama-las, é divertido
Como funciona o cumputador!
Tem som e é legal!!!!
cliquem no link abaixo

http://tharbad.kaotik.org/fun/mov/iosII.swf

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 8:47 AM
 

Viagem pela irrealidade cotidiana

André trabalha como operador de fotocopiadora em uma papelaria e é apaixonado por sua vizinha Sílvia, que ele espiona de binóculo da janela do apartamento onde vive com a mãe. Para se aproximar de Sílvia, ele vai até a loja em que ela trabalha como balconista e finge que quer comprar um robe de chambre para dar de aniversário à mãe. Mas o robe custa R$ 38,00 e ele não tem esse dinheiro. Resolve, então, falsificar uma cédula na máquina de xerox da papelaria e, para sua própria surpresa, o golpe dá certo. É o início de uma espiral crescente, que acabará envolvendo não só André e Sílvia, mas também Marinês, a vendedora gostosa que trabalha com ele na papelaria, Cardoso, o quase-namorado de Marinês, além de traficantes, policiais e uma galinha.

A partir de um plot simples, quase banal, o diretor e roteirista Jorge Furtado criou, com O Homem que Copiava, uma reflexão profunda, que questiona a tênue fronteira entre o real e suas cópias, verdades e mentiras, realidade e imaginação, alinhavando dezenas de referências literárias e cinematográficas que vão dos sonetos de Shakespeare a Janela Indiscreta, de Hitchcock, sem nunca se tornar chato ou pedante. O estilo irônico da narrativa, a combinação de diferentes linguagens - entre as quais desenho animado e quadrinhos - e o carisma dos personagens, nenhum dos quais é bidimensional ou estático, arrastam o espectador para dentro da história, que em momento algum dá a impressão de ser o que afinal de contas é - um filme de tese.

"Os personagens de O homem que copiava são jovens sem perspectivas de futuro, e que têm como sonho ganhar dinheiro", explica o diretor no site oficial do filme. "O filme foi construído em torno do personagem do André. Ele passa os dias lendo poucas linhas de cada folha que copia, tem uma cultura totalmente fragmentada. Talvez o André seja emblemático de uma geração, que é também a minha, de pessoas que sabem pouco sobre tudo e não sabem muito sobre nada, uma tendência que se acentuou com o controle remoto e a internet. Ele relaciona informações da maneira mais estranha. É um garoto que fala pouco, mas fica pensando muitas coisas e tem um mundo interior muito complexo." Segundo Jorge Furtado, as referências mais importantes para se compreender o personagem de André são o Holden Caufield, de O Apanhador no Campo de Centeio, de Salinger, e Billy Pilgrim, o protagonista de Matadouro nº 5, de Kurt Vonnegut Jr. "O filme tem ainda uma outra referência a este livro, em relação ao fluxo de tempo da história. A narrativa do filme não é cronológica, tem cenas que se repetem muitas vezes, não necessariamente em flash-backs, não existe uma linha única de tempo", explica Furtado. "E, como André é um ilustrador, o filme também tem muitas referências de artes plásticas. O homem que copiava é praticamente barroco. Num filme cabem muitas idéias."

Dentre os muitos achados sensacionais de O Homem que Copiava, destacam-se as aventuras imaginárias de Zé Caolho e sua Vó Doutrina, que André cria a partir de suas próprias lembranças de infância e de uma foto xerocada de Eleanor Roosevelt, e que são apresentadas em forma de desenho animado (com animações criadas por Allan Sieber).

Embora O Homem que Copiava (Vonnegut à parte) não seja um filme de ficção científica, a questão que ele se propõe a explorar é fundamentalmente a mesma que alimenta os livros de Philip K. Dick ou a trilogia dos irmãos Wachowski. Manipulando todas essas linguagens e citações com a habilidade de um exímio malabarista, Jorge Furtado se pergunta que tipo de realização se pode obter em um mundo onde tudo é cópia e simulacro. Não é por acaso que uma das referências do filme seja Daniel Boorstin, o sociólogo que, em seu clássico The Image, escreveu: "Demanding more than the world can give us, we require that something be fabricated to make up for the world's deficiency. This is only an example of our demand for illusions." É essa demanda por ilusões que compensem as deficiências do mundo que alimenta os sonhos e expectativas de André, Sílvia, Marinês e Cardoso que, ainda parafraseando Boorstin, são assombrados, não pela realidade, mas por aquelas imagens que colocamos no lugar da realidade. Porém, longe do desencanto pós-moderno (e até mesmo poseur) de um Jean Baudrillard, a resposta a que Furtado chega vai ao encontro de Calderón de la Barca, que terminou sua A Vida É Sonho com a constatação de que, não importa quais sejam as ilusões e enganos que nos cercam, nossos sentimentos são reais e, de fato, a única realidade que conta.

Cortesia de Lúcio Manfredi ( O Franco Atirador )

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 8:45 AM
 


17.6.03

Eu e Deus

Deus é uma palavra muito carregada significando muitas coisas para muitas pessoas. Por exemplo, quando os cientistas ( como Einstein, por exemplo ) falam em Deus, quase semple se referem ao Deus da ordem e não dos milagres.
Ao contrário da mentalidade cristã, não penso em Deus como um senhor de
barba, sentado num trono em algum lugar distante ou numa outra dimensão.Para mim Deus não é pessoal, portanto não possui lugar, mente ou vontade ( da maneira como entendemos a palavra vontade )e tenho o seguinte pensamento, que pode lhes fazer me entender melhor:"O Universo, não é bom nem mau. Ele é o que ele é e nós somos o que somos."

Francisco Maximiano da Silva Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 8:51 AM
 

"curriculum mortis"

(...)Minha alma é um bolso onde guardo minhas memórias vivas. Memórias vivas
são aquelas que continuam presentes no corpo. Uma vez lembradas, o corpo
ri, chora, comove-se, dança... "O que a memória amou fica eterno", disse
a Adélia Prado. Mas há um outro tipo de memória que não foi eternizado pelo
amor. Essas memórias não moram na alma. Moram nos arquivos da razão. São
informações verdadeiras e inertes. Inertes são as memórias que a razão sabe
mas o corpo não ama. É o caso daquilo que comumente se chama de "curriculum
vitae". Um curriculum vitae é uma lista de informações inertes. Importantes
do ponto de vista institucional, frequentemente exigidas, como comprovação
de competência. Mas sua lembrança não me comove. Assim, acho que não merecem
ser chamadas de "curriculum vitae". A vida não é uma lista de informações.
Prefiro chamar esta lista de "curriculum mortis" - nada mórbido, apenas
cômico.(...)

Rubem Alves

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 8:47 AM
 


16.6.03

Postulado Do Sacramento

"Sentimentos não podem ser prometidos. Não podem ser prometidos porque não não dependem da nossa vontade. Sua existência é efêmera. Só existem no momento. Como o vôo dos pássaros, o sopro do vento, as cores do crepúsculo. Esse é um rito de adultos, porque somente os adultos deseja, que o futuro seja igual ao presente."

Rubem Alves ( Rubem Selva, como ele deve preferir ).

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 9:48 AM
 

Saudade dói
Distância dói
Querer muito, e bem, também dói
Sentir falta dói
Amar, por vezes, dói...
Voltar é bom
Sorrir é bom
Reencontrar é bom
Rever melhor ainda
Perceber que quem partiu fomos nós
Que o objeto de nosso afeto não se esvaiu no ar
Antes,
Permaneceu incólume ao processo de esquecimento a que
o subtemos
Amar enfim, é muito e infinitamente bom
A despeito da dor
Amar de todas as formas e maneiras
Amar com carinho
Com respeito
De mansinho...

Bia soprou estas palavras ao vento às 2:04 AM
 

Existem coisas que não se explicam.
Não porque não tenham de fato uma explicação lógica - o que será de fato lógico? -
Mas porque a ausência de justificativas é em alguns momentos muito mais suportável que a própria razão.
Viver tem dessas contradições que nos levam a atos impensados e palavras irrefletidas.
Estar diante do outro é às vezes como estar diante de um espelho onde a imagem que vemos refletida não nos é agradável aos olhos
Estas coisas que se perpetuam no decorrer dos dias e permanecem assim, inexplicadas e injustificadas...
São elas muitas vezes que tornam mais fácil a travessia.
São elas que com freqüência tornam possível o ato de suportar.
Suportar o ser sem contudo crer no que se é.
Suportar o existir sem contudo crer na própria existência.
Existir não deveria carecer de explicação alguma.
Viver também não.
Muito menos amar...

Bia soprou estas palavras ao vento às 1:57 AM
 


13.6.03

Diálogo Heliocêntrico da Elipse

Já ouviu falar em Johan Kepler?
Acho que sim. Quem era mesmo?
O das leis do balé planetário no sistema solar.
Ah, acho que ouvi alguma coisa.
E, então?
Então, o quê?
Não acha encantadoramente belo, que as órbitas dos planetas no sistema solar sejam elipses onde o Sol ocupa um dos focos, e nestas elipses eles percorrem áreas iguais em tempos iguais, e que a razão entre o cubo dos eixos maiores das elipses de cada um e o quadrado do período orbital ou anos destes, seja uma constante?
Não.

*Nota: A esmagadora maioria dos seres humanos ( que se acham racionais ) também não acha tais coisas belas, assim como normalmente não se acha belo uma folha seca caindo de uma árvore.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 9:08 AM
 



Li Stoducto soprou estas palavras ao vento às 3:08 AM
 


12.6.03

Estatuto dos poetas



Declaro que [fica estabelecido] daqui por diante

as flores de todas as cores, neste momento
pela ordem das coisas com rima e métrica
significam harmonia, a alma e o sentimento

e até mesmo na hora da morte, tétrica
através das várias analogias infinitas
e do padrão de palavras e sua estética
a vida terá das imagens mais bonitas

e no centro de tempestade elétrica
os tufões, ciclones e lufadas da natureza
bem como a dona que na janela futrica
despertarão a mesma poética beleza

hoje um casal que corre pelo campo
serão os idosos que juntos caminham
nessa inexorável passagem do tempo

as aves que nas árvores se aninham
a grandeza e dureza dos contrafortes
e todos os acasos somados se alinham
para os ciclos terminarem em mortes

em tudo aquilo de percebido e visto
se anularão todos ressentimentos
e aquilo que for lido e revisto
como pessoas, lugares, e eventos

serão letras e andarão em pares
tal casal que a um estranho sorriria
e das lareiras de nossas casas e lares
somente exalará,enfim, a alegria...

mas se o mundo der à vida rota incerta
ou havendo u'a dor que nos atormente
ainda que esteja a luz solar encoberta
e chegar dia em que a fé for descrente

algo sempre rimará com alguma coisa
por mais díspares e qualquer que seja
ou por mais típica a estranha guisa
a canela, o almíscar, benjoim,cereja

e saberemos, o lirismo será a salvação
quando a guerra combinar com a paz
nos versos declamados a cada nação
pois poesia não é com a lógica se faz
estrofes apenas rimam com o coração


Gregory Grimaud soprou estas palavras ao vento às 3:00 AM
 


11.6.03

Paradoxo ou O Axioma Divino?

Digame,
Natureza.
Donde vens
A Criação?
De um Criador?
Neste caso, donde vens Este?
Possível fosse dizê-lo,
Criador não seria.
Como não És criatura, não podes
Origem ter.
O que é Deus?
Deus é um Axioma Divino?
Deus é um Axioma Divino.
Paradoxalmente divino,
Como divina e paradoxal é
A própia Existência.
Como estás côncio(a) que
Estás lendo isto?
Como consciência existe?
Infinitos Pégasus não existem.
Como tens
Certeza?
Certeza incerta é que
Possíveis são as
Impossibilidades,
porque
Nada é impossível.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 8:55 AM
 


10.6.03




Din-don


Eu queria te ver
Chandon
Eu iria esperar
Avon
Mas não era você
Neon
E a noite a chegar
Din-don
De repente outro alguém
Frisson
rola um beijo no olhar
Kibon
a promessa de amor
So Long
se chegar diz que
Fui...

CoRa soprou estas palavras ao vento às 8:21 PM
 

Raça humana esteve à beira da extinção, diz estudo

A raça humana pode ter chegado perto da extinção há cerca de 7 mil anos, de acordo com uma pesquisa genética. O estudo sugere que, por um período, havia apenas 2 mil seres humanos lutando pela sobrevivência, vulneráveis a doenças, desastres naturais e conflitos. Isso teria acontecido em algum ponto dos últimos cem mil anos. Se algum desses problemas tivesse aumentado muito, diz o estudo, nós não estaríamos aqui.
O estudo, realizado pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e pela Academia de Ciências, na Rússia, foi publicado na Revista Americana de Genética Humana.
Diferenças genéticas
"Nossas estimativas não descartam a presença de outras populações de humanos modernos na África, mas sugere que elas estavam isoladas geneticamente umas das outras", diz o estudo. Os pesquisadores acreditam que os humanos contemporâneos descendem de uma ou poucas dessas populações.
Ao contrário de nossos parentes mais próximos ¿ os chimpanzés ¿ todos os humanos tem DNAs virtualmente idênticos. Um só grupo de chimpanzés tem mais diversidade genética do que todos os seis bilhões de humanos vivos hoje.
Acredita-se que humanos e chimpanzés se separaram a partir de um ancestral em comum há cerca de 5 ou 6 milhões de anos, tempo mais que suficiente para que diferenças genéticas fossem desenvolvidas. Para os pesquisadores, a ausência dessas diferenças indica que a raça humana foi reduzida a um número muito pequeno no passado recente.
Micro-satélites
Como todos os humanos têm DNAs virtualmente idênticos, os cientistas procuraram diferenças sutis entre populações. Foram estudadas partes do DNA chamadas micro-satélites, que têm um alto nível de mutação quando passados de geração em geração, e podem ajudar a descobrir quando duas populações se separaram.
Os pesquisadores compararam 377 micro-satélites de pessoas de 52 regiões do mundo. As análises revelaram um parentesco genético os pigmeus Mbuti do Congo e os bosquímanos Khosian de Botsuana, duas populações de caçadores e extratores na África sub-saariana.
Os pesquisadores acreditam que eles são "o ramo mais antigo de seres humanos modernos analisados pelo estudo". Os dados também revelam que a separação entre as populações caçadoras/extratoras e agricultoras da África ocorreu entre 70 mil e 140 mil anos atrás. Estudos anteriores defendem que a separação ocorreu há 66 mil anos.

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Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 9:52 AM
 


9.6.03

Alguém pode ser inteligente, porém sábio é quem não se deslumbra com si própio e sim com o fato que outrém ainda que não tanto quanto à si - à julgar pelos padrões, ou outras pessoas - também o seja.

Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 1:28 PM
 

A lista budista da aflições mentais

Segundo o budismo, são sei as emoções negativas básicas das quais derivam todas as outras.

Apego
O apego exvessivo a coisas materiais ou a pessoas está na base da avareza e da auto-estima exagerada. É causa de ansiedade e obsessão.

Raiva
É fonte de ressentimento, rancor, ciúme e inveja. Todos esses sentimentos obscurecem a mente e levam a atitudes imtempestivas e equivocadas.

Arrogância
Impede que se enxergue o próximo,
gerando egoísmo, negligência e menosprezo pelos valores humanos mais essenciais.

Ignorância
A fé radical, que está longe de ser uma virtude, e a falta de cultivo das coisas do espírito levam à cegueira em relação a si própio e ao mundo.

Dúvida
Existem formas sadias de dúvida que tornam um pessoa mais perpicaz. O budismo prega que é preciso ter uma dose de ceticismo para que haja progessão. Mas um estado de dúvida permanente induz a erros na avaliação da realidade circunstante.

Opiniões Aflitivas
É a falta de flexibilidade, a imcapacidade de mudar de ponto de vista. Isso causa rigidez moral e dificulta o processo de desenvolvimento pessoal e espiritual.


* Publicado na revista Veja, edição 1804 de 28 de maio de 2003, página 83

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 12:39 PM
 

Aos praticantes de Kung Fu

Os antigos mestres de Kung Fu ( os que são lembrados como heróis ) sempre lutaram contra a tirania e a opressão a favor de suas famílias e em beneficio dos outros. Não basta apenas saber lutar, espera-se de um praticante de Kung Fu um caráter firme e heróico.
Você deve ser calmo, complacente, humilde e generoso, deve saber o que fazer na hora certa, sempre pensando no bem de todos.
Nunca deve agir em beneficio próprio ou para obter crédito pessoal, nem para satisfazer o ego.
Deve confiar em seus instintos, treinar seriamente para obter a essência do estilo.
Ninguém espera que seja um monge ou o lutador número um, esperamos que seja apenas uma pessoa honesta, sensata e dedicada a sua família, a humanidade, e ao Kung Fu. Por isso se quer ser praticante de Kung Fu, respire Kung Fu , pense Kung Fu e tenha atitudes de um membro da família do verdadeiro Kung Fu, que está muito além, de tão somente ser apenas mais uma luta.

*Nota: Baseado em texto do mestre Li Hon Ki





"Uma mão pode quebrar uma tábua, um bastão pode quebrar os ossos da mão, uma pedra pode quebrar o bastão, mas se usarmos a arma mais dura que é a pedra para quebrar uma corrente de água, a pedra será absorvida pela suavidade e continuidade da água".
Ditado Shaolin.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 10:12 AM
 


6.6.03

Permutação

Cara eu ganho,
Coroa você perde.
Coroa eu ganho,
Cara você perde.
Coroa você perde,
Cara eu ganho.
Cara você perde,
Coroa eu ganho.
Quantas vezes ganhei?
Ganhei quantas vezes?
Uma só. Só uma?
Quantas vezes perdeu?
Perdeu quantas vezes?
Só uma. Uma só?

Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 1:00 PM
 

"O Demiurgo"

( Este é um resumo brevíssimo do estudo de René Guénon "O Demiurgo", publicado em 1909, que aborda magistralmente a questão fundamental da existência de Deus .)

I
Como admitir que algo veio do nada ? Aceitar isto implicaria um absurdo e a imediata aniquilação de tudo o que existe : o nada sendo ausência, como algo pode vir daí, sendo nada ?
II
Não pode haver o que não tenha princípio, mas o que é o princípio ?
Não é o Princípio Único de todas as coisas ?
III
Se considerarmos o Universo total, é evidente que este contém todas as coisas pois as partes estão contidas no todo.
IV
O todo é necessariamente ilimitado, pois se houvesse limite,
o que estivesse além deste limite não estaria incluído no todo e,
neste caso, não seria o todo.
V
O que não tem limite pode ser chamado de Infinito e,
como contém tudo, é o princípio de todas as coisas.
VI
O Infinito é necessariamente UM,
pois dois infinitos se excluiriam mutuamente.
VII
Resulta disto que há o Princípio Único de todas as coisas
e este é o Princípio Perfeito, pois o Princípio não pode ser tal
se não for Perfeito ( conjunto de todas as qualidades ).
VIII
O Perfeito é o Princípio Supremo e Causa Primeira.
Contém todas as coisas em potência e produz todas as coisas.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 12:58 PM
 

Ice Queen

Óh! Noite insasiável!
Tempo de todos os tempos...
O poeta do alismo oculta sua sabedoria que entre as dimênsões está esquecida.
Caminhando entre a noite, agradeci a natureza e que pro amor, a noite sempre expressa tristeza.
O vazio do Universo relata o segredo da noite, o céu estrelado e os monumentos astekas de honra e sangue, que resiste as glórias do passado.
Aos que habitam a noite e eculta nossas sábias palavras...

" O amor é mais frio que a morte! "

Trecho da música Ice Queen do Within Temptation

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 12:54 PM
 

O homem e a mulher

O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher é o mais sublime dos ideais.

Deus fez para o homem um trono;
Para a mulher um altar.
O trono exalta; o altar santifica.

O homem é o cérebro; a mulher o coração.
O cérebro produz luz; o coração o amor.
A luz fecunda. O amor ressuscita.

O homem é um gênio; a mulher um anjo.
O gênio é imensurável; o anjo indefinível.

A aspiração do homem é a suprema glória;
a aspiração da mulher a virtude extrema.
A glória traduz grandeza;
a virtude traduz divindade.

O homem tem a supremacia;
a mulher a preferência.
A supremacia representa força;
a preferência o direito.

O homem é forte pela razão;
a mulher invencível pela lágrima.
A razão convence; a lágrima comove.

O homem é capaz de todos os heroísmos;
a mulher de todos os martírios.
O heroísmo enobrece; o martírio sublima.

O homem é o código; a mulher o evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.

O homem é um templo;
a mulher um sacrário.
Ante o templo, nós nos descobrimos;
ante o sacrário, ajoelhamos-nos.

O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter cérebro;
sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano; a mulher um lago.
O oceano tem pérola que o embeleza;
o lago tem a poesia que o deslumbra.

O homem é uma águia que voa;
a mulher um rouxinol que canta.
Voar é dominar os espaços;
cantar é conquistar a alma.

O homem tem um farol: a consciência.
A mulher tem uma estrela: a esperança.
O farol guia e a esperança salva.

Enfim,

O homem está colocado onde termina a terra;
A mulher onde começa o céu ...

(Victor Hugo 1801-1885)


Cortesia de http://geocities.yahoo.com.br/sereia_oriental/

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 11:10 AM
 

Meu muitíssimo obrigado ao Luiz Tarciso, por eu estar aqui de volta, e também a minha Mestra, a Bia Rebel por eu ter vindo parar aqui.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 8:41 AM
 


5.6.03

Das tristezas, das mulheres, dos homens
DANUZA LEÃO - 10/05/99

As mulheres choram muito? Algumas sim, desde pequenininhas - mas sempre por justa causa.
Quando bebês, choram porque têm fome ou sede - normal, já que ainda não sabem falar. Mais tarde, choram quando levam um tombo e ralam o joelho, e a partir daí não param mais. É, quando vão ao dentista, tomam injeção, quando a boneca cai no chão, ou o vestido rasga na hora de ir para a festa. É por isso que nunca pode faltar um lenço na bolsa de uma mulher.
Quando começam a namorar e sofrem as primeiras dores de amor - ah! - aí são litros e litros que descem pelo rosto, e que aliás fazem muito bem à pele e aos olhos. Depois de terem chorado bastante - sobretudo quando o motivo não é mais grave do que um marido que fez as malas e desapareceu -, as mulheres ficam lindas, com os olhos límpidos e brilhantes, como se tivessem usado colírio; francês, claro.
Em nenhum lugar as mulheres choram mais do que no cinema, seja porque o filme é triste, comovente, terno, feliz ou trágico. Quando tem criança, então, é um prato cheio, se for bonita, melhor ainda, e, se tem olhos azuis e é muito maltratada pela vida, são ca-cho-ei-ras de lágrimas.
Ah, mulher a-do-ra chorar, e gosta tanto, mas tanto, que chora na alegria e na tristeza, na hora do medo, na hora do susto e na hora do alívio, quando tudo já passou. Algumas preferem chorar diante de testemunhas, mas outras - mais sérias - só choram quando estão sozinhas. Existem algumas - as mais reservadas - que se trancam no banheiro para sofrer e chorar em paz, e outras preferem abrir o chuveiro para poderem soluçar à vontade. Mas não há nada melhor, mas nada melhor mesmo, para começar uma boa sessão de choro, do que quando se tem a certeza de um bom colo de mãe. A partir dos 18, o que se quer é um bom ombro, e de preferência masculino, claro. O dele, claro.
Certos homens têm o maior talento para cuidar de uma mulher que chora; para estes, se ela estiver aos prantos por algo que ele fez, nada mais fácil do que provar quanto ela está enganada - não importa se é ou não verdade.
Daí a convencê-la de que ela é uma boba, uma bobinha, que ele é louco por ela, que jamais, mas ja-mais, seria capaz, etc., etc., é questão de minutos: afinal, é tudo que ela quer ouvir, e ser bem abraçada e chamada de bobinha pelo homem que se ama é das melhores coisas deste mundo. Depois, as pazes, as promessas, as juras de amor eterno; aí rolam umas lágrimas de arrependimento por ter duvidado de um homem tão sincero - ah, as mulheres são mesmo umas tolas.
Em alguns momentos da vida se chora pela fome na África, pelos refugiados da Albânia, pelas desgraças do mundo em geral, pelos outros, enfim. E a gente fica pensando: por que será que os homens não choram nunca?
É bom ver um homem chorar, quando se gosta dele. Só que é preciso um motivo muito forte para que isso aconteça, e eles não sabem quanto uma mulher pode gostar de um homem que consegue se mostrar frágil e sensível diante dela. Mas eles preferem se fazer de durões - ou será que não sofrem?
Às vezes não se pode chorar; quando se vê, por exemplo, um filho sofrendo, sobretudo quando não há nada que você possa fazer por ele a não ser ficar perto, e em silêncio. Dos nossos sofrimentos, mal ou bem, a gente se encarrega; mas de um filho é demais.
Mas tem ainda pior: como a vida vai se encarregando de nos machucar - e nesse quesito não costuma economizar - o tempo vai passando, e a gente vai perdendo a capacidade de chorar. As desgraças dos outros não nos tocam mais, e as nossas próprias nos deixam quase indiferentes.
Quando essa hora chega, meu caro amigo, é hora de se recolher, se possível sozinho, e, se possível, cercado de natureza. Observe as formigas, o céu cheio de estrelas, sinta a textura de uma folha, lembre da pessoa que você era.
Faça um teste com você mesmo e veja se consegue se lembrar do tempo em que se emocionava e chorava. E, se achar que é melhor como está, perca qualquer esperança de ter um futuro, digamos assim, mais digno.
Porque terá perdido qualquer chance de viver, até porque viver é sofrer - também.


Lágrima

Amália Rodrigues

Cheia de penas me deito
E com mais penas me levanto
Já me ficou no meu peito
O jeito de te querer tanto
Tenho por meu desespero
Dentro de mim o castigo
Eu digo que não te quero
E de noite sonho contigo
Se considero que um dia hei-de morrer
No desespero que tenho de te não ver
Estendo o meu xaile no chão
E deixo-me adormecer
Se eu soubesse que morrendo
Tu me havias de chorar
Por uma lágrima tua
Que alegria me deixaria matar


Cortesia de )

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 4:14 PM
 

indolência

Dores vãs e vagas
Nada pra chorar
Nenhum motivo pra tristeza
Mas ei-la instalada

Ocupando espaço no peito
Causando um cansaço tolo
Um quase desencanto
E um desejo de efervescência
Tilintares, odores, mil cores
Tudo menos solidão

Um amuo invasor
Por motivo à toa
Silêncio cortante
Grito mudo de dor

Lágrimas tímidas
Lábios exangues
Sereno de sangue
No meio, na veia, no espelho

tarciso soprou estas palavras ao vento às 3:20 PM
 


4.6.03



Chá com rosquinhas

Enquanto lia Pessoa, lembrei-me da Bia,
olhando a garoa...
e fui me deixando levar pela brisa
a grama lisa, orvalhada
a tarde precoce, enluarada
o friozinho insistente
que imagino gelado por lá
e como gostaria
de convidá-la para um chá...

CoRa soprou estas palavras ao vento às 10:56 PM
 


2.6.03

Tão bonito isso do post anterior...

"Para o andarilho, houve um tropeço numa pedra. Para a pedra, o andarilho a chutou."

que me suscitou uma imagem...



PS: antes de conhecer nossos blogs pessoais, viaje pelos posts atuais e arquivados deste nosso encontro coletivo de poetas do dia-a-dia. Somos despretensiosos, mas sopramos belas palavras ao vento :o)

CoRa soprou estas palavras ao vento às 8:24 AM
 

Filosofias chinesas



De uma pequena semente , nasce uma grande árvore .

Se voce se dá mais valor do que tem, perde o seu valor.

O ontem não pode se encontrar com o amanhã, mas o hoje pode.

Um dia uma velha tropeçou e caiu. No outro, também.Depois, ficou jovem.

O jovem crê que a velhice não chegará, da mesma maneira que o velho acha que a juventude não regressará.

O cego não ve aquilo em que acredita, mas quem não acredita no que vê é mais cego.

Os amigos nos ajudam. E se nós somos amigos, ajudamos também.

Ninguém está sozinho quando tem companhia, ninguém está ausente quando se faz presente, e nenhuma pessoa é esquecida quando é lembrada.Mas está morto em vida aquele que não cultiva a esperança.

Olá é uma benção dos amigos; adeus é uma benção dos inimigos.

O homem e a mulher se encaixam como a porca e o parafuso. Com eles, é possível construir muita coisa.

Um sussuro se torna grito ao pé do ouvido.

Não reclame se alguém o olhar muito: se você está vendo, é porque está olhando também.

Para o andarilho, houve um tropeço numa pedra. Para a pedra, o andarilho a chutou.

Nunca diga pelas costas de uma pessoa aquilo que não é capaz de falar cara a cara: a pessoa pode estar ouvindo atrás da porta.

leia mais filosofias chinesas em Areias ao Vento



Gregory Grimaud soprou estas palavras ao vento às 2:09 AM
 
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